Perfume de livros antigos

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Os clássicos da literatura libertam um odor único

O cheiro dos livros antigos que virou o perfume da moda

Paulo Novais/Lusa

Carregados de lignina, os clássicos da literatura libertam um odor único, capaz de despertar memórias antigas e um grande sentimento de nostalgia.

Não há nariz que não reconheça o cheiro dos livros antigos. Mal se sente, o efeito é instantâneo e, regra geral, remete para memórias felizes de um passado distante.

Conscientes do potencial desse cheiro, e segundo conta a publicação online Quartz, vários perfumistas têm investido neste odor, criando fragrâncias para a pele ou, simplesmente, para a casa.

As marcas investiram na fragrância e prometem todo o tipo de sensações, desde o aroma dos grandes escritores, até aos prazeres de um livro acabado de imprimir. Por todo esse tipo de sensações, o preço destes perfumes está longe de ser razoável, podendo ultrapassar os 180 euros.

O apelo do cheiro dos livros antigos foi estudado em profundidade. O tipo de papel utilizado continha lignina, um químico parecido com a vanilina, um composto que dá à baunilha o seu cheiro. À medida que as páginas envelhecem, o composto liberta-se, dando origem àquele perfume característico.

Segundo os estudos, este cheiro está muito associado à memória, tal como o aroma de um protetor solar ou da relva acabada de cortar, o que remete para um momento passado de felicidade. O elemento da nostalgia está também muito presente, já que os livros de agora contêm muito menos lignina, ou seja, uma edição nova nunca vai cheiro ao mesmo que um livro antigo.