O professor de Arte, músico e pesquisador Jaciel José da Silva, conhecido como Maestro Jaciel,…

152 anos de H.G Wells
No dia 21 de setembro de 1866, há 152 anos, nascia na cidade de Bromley, na Inglaterra, o escritor Herbert George Wells – considerado um dos mais influentes de seu tempo. Seu legado é fonte de inspiração até hoje. Ao lado de Julio Verne e Marry Shelley, Wells é posto com um dos membros da “Santíssima Trindade da Ficção Científica”.
E nesse mês tão importante para a literatura ficcional, o selo ViaLeitura, da Edipro, especializado em clássicos literários, apresenta para os leitores uma nova edição de A Ilha do Dr. Moreau, que junto com A Máquina do Tempo e O Homem Invisível, expandem o catálogo da editora com obras do autor.
Seus livros tratam de temas a frente de seu tempo e permeiam diversas discussões importantes até hoje. É o que podemos observar em seu primeiro sucesso A Máquina do Tempo, de 1895. Na história, um cientista cria uma máquina capaz de viajar pela Quarta Dimensão (o tempo) e, ao testá-la, acaba transportado para o ano de 802.701. Neste período, a humanidade é dividida entre os pacíficos Elóis e o Morlocks, habitantes do subterrâneo. Acredita-se que o britânico foi a primeira pessoa no mundo a falar em viagem no tempo e o próprio termo “máquina do tempo” foi cunhado por ele.
No ano seguinte, em 1896, mais uma história intrigante e polêmica. A Ilha do Dr. Monreau volta a ressaltar o pioneirismo de Well, dessa vez na discussão compreendida atualmente como manipulação genética. Na narrativa, o naufrago Charles Prendick é levado a uma pequena ilha do Pacífico e lá conhece o Dr. Moreau que fora expulso da Inglaterra por suas polêmicas experimentações de humanos com animais. O escritor traz à tona também discussões sobre religião, a Teoria da Evolução e a ética na ciência.
Um ano depois, em 1897, o excêntrico O Homem Invisível e a crítica à ciência sem moralidade. A história se passa na pacata Iping (Inglaterra), com a chegada do cientista Griffin, que descobre por meio de seus experimentos, que alguns elementos químicos produzem refração da luz – o que consequentemente causa a invisibilidade. Aproveitando sua experiência, o cientista aplica a formula em si mesmo e tenta tirar proveito da situação, inclusive com atitudes criminosas.
Além da literatura, as obras de Wells servem de inspiração para os mais diferentes meios de mídia. Seja em inspirações para o cinema, referencias em séries ou adaptações para radionovela, o legado de H.G. Wells já está imortalizado e suas narrativas permanecem como fonte de inspiração para as mais diferentes gerações. O autor foi nomeado para o Prêmio Nobel da Literatura em quatro oportunidades (1921, 1932, 1935 e 1946).

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